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Projetos
Projeto Gela no Sol
Dr. Eureka apresenta
Um lugar ao SOL
Com o objetivo de facilitar a vida de quem vai à praia, jovens cientistas utilizam células que transformamenergia solar em elétrica
TEXTO: MARIANA CRUZ
FOTOS: MARIANA CRUZ
ILUSTRAÇÃO: RODRIGO LIMA
Alunas do ensino médio da ETEC “Trajano Camargo” de Limeira transformaram um problema de saúde em uma oportunidade de aprendizado e negócio. A líder do grupo, a estudante Deborah Regina Zamoner, 16 anos, possui restrição com alimentos mal armazenados, e propôs algo como uma geladeira movida à energia solar.Aparentemente tratada como uma ideia maluca, o projeto batizado de “Gela no sol” vem para facilitar a vidadas pessoas que vão à praia para a famosa “farofa” elevam o isopor ou o cooler, mas não conseguem manter os alimentos na temperatura ideal. “Firmamos nosso objetivo em ter uma geladeira alimentada por energia solar. Sabe-se que as placas com células fotovoltaicas tradicionais têm esse poder, mas são constituídas de silício e custam caro”, explicou a estudante.Para causar um verão “eletrizante”, as meninas identificaram num método simples, o da fotossíntese, uma oportunidade de desenvolver células fotoeletroquímicas baseadas num corante sintético que transforma uma grande parte da energia solar em energia elétrica. Essas células teriam a mesma função das caras fotovoltaicas, mas nesse caso a um custo menor. Uma bolsa térmica que já é vendida no mercado virá Deborah Zamoner, Daniele e Bruna acompanhada de uma bateria alimentada pela energia solar por meio da placa desenvolvida pelo grupo.Isso custaria R$400, ao passo que a convencional, R$1.200. “Foram substituídas as células tradicionais de silício pelas fotoeletroquímicas, as quais utilizam o método da fotossíntese como meio de fabricação de energia, porém não fazendo uso da clorofila como corante principal e sim de um específico (no caso a groselha) para que, com o semicondutor, gerasse energia elétrica.”,complementou uma das integrantes do grupo, Daniele Casimiro Verzenhassi.A iniciativa das estudantes rendeu a elas o prêmio de destaque da área de eletrônica e mecatrônica da editora Saber durante a Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia)em março desse ano e, mais recentemente, em outubro, a terceira co-locação em Ciências Exatas durante a 1ª Mostra Paulista de Ciências e Engenharia. Além dos prêmios, a pesquisa possibilitou que trabalhassem a multidisciplinaridade. “O projeto intensificou muito nosso aprendizado, pois desenvolvemos em diversas áreas como química, eletrônica, física”,enumerou a estudante Bruna Sabrina Hergert. A energia solar ainda encontra obstáculos em relação a custos.Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina mostraram que, entre 2012 e 2013, em algumas regiões do Brasil a energia solar proveniente de células fotovoltaicas poderão ter preços equivalentes aos daenergia elétrica utilizada atualmente.As estudantes vê em no projeto e no mercado a chance de se projetar em e firmar parcerias para avançarem.“Nós estamos com a pesquisa em desenvolvimento e obtendo melhores resultados a cada teste, objetivamos parcerias para dar continuidade na finalização da placa com o con junto de células necessárias.”, finalizou Deborah. Quer saber mais? No site da Revista Sustenta! Você assiste ao vídeo com as etapas de produção das células.
http://revistasustenta.wordpress.com/
Download da revista: Sustenta! Uma revista sem conservante

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