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    Educação Profissional


    Nutrição e Dietética

     

    Alimentação no Primeiro Ano de Vida

     

    No primeiro ano de vida, é de fundamental importância uma alimentação equilibrada. A dieta varia de acordo com o estágio de desenvolvimento do bebê.

    Do nascimento aos 4 a 6 meses de vida, fase denominada como "período de amamentação" o bebê é capaz de sugar e deglutir somente líquidos, sendo o leite materno o alimento ideal. O leite materno é talhado especificamente para atender as necessidades nutricionais e afetivas do lactente, e, sempre que possível deverá ser o único alimento oferecido neste ciclo de vida.

    Após os 4 a 6 primeiros meses de vida, inicia-se a "fase de transição" ou "período de desmame", o qual novos alimentos, especialmente preparados, são acrescidos à alimentação.

    Nesta fase, o bebê já consegue manifestar seu interesse ou desinteresse pela alimentação por meio de movimentos da boca e da cabeça. 

    É importante que os pais ofereçam aos seus filhos alimentos nutritivos ajudando-os a desenvolverem desde cedo práticas alimentares saudáveis.

     

    Tipos de recém-nascidos segundo o modo de mamar

    1 - Robusto - Corpulento e voraz. Suga violenta e rapidamente.  Extrai grande quantidade de leite, fere freqüentemente o bico do seio. 

    2 - Nervoso - Agarra e solta o bico do seio, resmunga. Há necessidade de acalmá-lo, levando-o pacientemente ao seio,diversas vezes. 

    3 - Indiferente - Não se interessa por sugar. Se o leite é pouco ou muito, é o mesmo para ele.

    4 - Guloso - Saboreia ruidosamente as primeiras gotas que Ihe caem na boca.. Chega a se lamber. 

    5 - Folgado - Mama um pouco, descansa; torna a mamar e vai assim, folgadamente, até terminar. 

     

    Primeira Papinha:

    A introdução de alimentos que não seja o leite materno somente deve ocorrer após sexto mês de vida do bebê. Deve ser feita em pequenas quantidades e com critério para observar possíveis reações alérgicas.

     

    Mudando de sabor:

    Depois de duas semanas oferecendo vários tipos de legumes e hortaliças em pequenas combinações, já podemos variar esses combinações com mais ingredientes ao mesmo tempo.

     

    Bebes de 6 a 8 meses

    O segredo agora deixar tudo bem cozido, macio e os pedaços bem pequenos. Já é hora do bebê sentir os sabores de cada ingrediente.

     

    Bebes de 8 a 12 meses:

    Receitas mais elaboradas, o bebê já começa a comer bem, já até começa a demonstrar do que gosta mais ou menos. Então é hora de começar a ampliar esse cardápio e deixá-lo explorar novos sabores.

     

    Sucos:

    O mais tradicional e recomendado é o suco de laranja do tipo "serra-d'água" ou "lima", principalmente para a introdução. Mas outros tipos de suco são muito bem-vindos e algumas combinações além de deliciosas são super-nutritivas (ex: laranja com cenoura).

     

    Sopas:

    Principalmente à noite, uma sopinha é muito bem-vinda. Nas noites de frio nem se fala. Oferecer sopa ao bebê e às crianças à noite irá criar um hábito muito saudável e evitar que no futuro elas só queiram lanches à noite. A sopa é uma alimento mais leve e ideal pra ser consumida à noite. E claro, deve ser suculenta e saborosa.

     

    Sobremesas

    De frutas a doces:
    Uma coisa que toda criança adora nas refeições: a sobremesa. Mas a maioria está fim mesmo é de um doce e não de uma fruta como deveria ser. Por isso, vá acostumando desde já o bebê a comer a sobremesa e que de preferência seja uma fruta. De vez em quando, é claro, um doce cai muito bem. Nada de radicalismos.

     

    A alimentação materna

    Pão 150 g
    Carne 200 g
    Leite 500 g
    Sopa de massas 250 g
    Queijo gordo 50 g
    Açúcar 50 g
    Verduras frescas (folhosas) 200 g
    Frutas cruas 150 g
    Condimentos gordurosos 15 g
    Não abusar de café, chá, chocolate ou cigarro.

     

    Importância do leite materno para a criança no primeiro ano de vida:

    · É um alimento completo e provê todos os nutrientes que o lactente necessita nos primeiros meses de vida.
    · Seu conteúdo em nutrientes é o adequado para a imaturidade da função renal e intestinal do bebê, para o crescimento e maturação de seu cérebro e como matéria-prima para as transformações que seu corpo vai sofrendo ao longo do primeiro ano de vida.
    · O leite materno contém um tipo especial de carboidrato que é necessário para a formação de uma flora intestinal protetora que inibe o desenvolvimento de germes e parasitas intestinais.
    · O leite da mãe está disponível em todo o momento e em todo o lugar, à temperatura ideal e em perfeito estado de higiene.

     

    Desenvolvimento do bebê:

    1 mês – Dorme bastante e a visão é limitada (enxerga somente se o objeto for colocado próximo a seus olhos). Movimenta o corpo em cadência com a voz e chora por comida. Ele mama a cada três ou quatro horas.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 55 cm e 4,2 kg
    Meninas: 53 cm e 4 kg

    2 meses – Ele acompanha pessoas e objetos. Consegue emitir sons e já tenta levantar o tórax com a cabeça. Mexe braços e pernas desordenadamente devido à falta de coordenação e tenta pegar objetos suspensos.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 57 cm e 5 kg
    Meninas: 55 cm e 4,8 kg

    3 meses – As glândulas lacrimais começam a funcionar. Ele reconhece os pais. Agita-se com brincadeiras, escuta música e responde aos estímulos dos pais com sorrisos, sons vocálicos e gritinhos. A criança já consegue segurar objetos com firmeza por alguns minutos. Procura objetos que foram removidos para pontos distantes da sua visão e segue objetos com o olhar até 180 graus. Estatura e peso médios:
    Meninos: 61 cm e 5,7 kg
    Meninas: 60 cm e 5,5 kg

    4 meses – Grita forte e demonstra preferência por brinquedos. Nessa fase, o bebê tem sua capacidade visual aumentada e fica em pé quando segurado pela cintura. Ele ainda explora objetos com a boca e balança brinquedos sonoros.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 62 cm e 6,3 kg
    Meninas: 61 cm e 6,1 kg

    5 meses – Imita caretas. Segura objetos com firmeza e consegue se arrastar para pegá-los. Chupa os dedos dos pés e brinca com eles. Além disso, percebe o barulho dos brinquedos e fica atento para o que acontece ao seu redor. Também tenta fazer força para sentar-se. Ele consegue discernir uma voz doce de uma áspera e demonstra com expressão facial algo que lhe desagrada.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 63 cm e 6,9 kg
    Meninas: 62 cm e 6,7 kg

    6 meses – Tudo o que pega leva à boca. Olha quando é chamado e podem nascer os primeiros dentinhos. Gosta de brincar de esconder. Demonstra grande interesse pelas mãos e gosta de passear nos ombros dos adultos. Já estica os bracinhos para pedir colo.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 64 cm e 7,5 kg
    Meninas: 63 cm e 7,3 kg

    7 meses – Grita e ri alto e ensaia engatinhar, mas ainda não consegue. Adora mudar objetos de uma mão para outra e levanta os braços em saudação. Também tem reações de estranheza a pessoas e objetos não conhecidos e sente medo. Repete os próprios sons.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 66 cm e 8 kg
    Meninas: 65 cm e 7,7 kg

    8 meses – Ganha força no quadril e alguns conseguem engatinhar. Já senta sozinho mas estranha pessoas. Adquire mais dois dentinhos, começa a entender o significado do não e a ficar de pé com apoio. Segura objetos com a ponta dos dedos, bate palmas e coloca vários cubos dentro de uma caixa. Acena e pára quando lhe dizem “não”. Manifesta sentimentos de raiva quando é contrariado.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 68 cm e 8,4 kg
    Meninas: 67 cm e 8,2 kg

    9 meses – Consegue engatinhar bem e adquire mais força nos pés. Passa a manifestar de forma mais clara sua personalidade, gosta de ser o centro das atenções e faz gracinhas. Agarra-se a móveis e consegue se levantar. Podem nascer mais dentinhos e ele é capaz de usar xícara ou copinho. Imita sons e acha brinquedos escondidos. Adora jogar objetos ao chão e observá-los cair. Repete sílabas.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 69 cm e 8,9 kg
    Meninas: 68 cm e 8,6 kg

    10 meses – Senta e levanta sozinho, dá tchau e pode falar papai e mamãe. Come bolacha, é curioso, engatinha bem e fica em pé com apoio. Já troca passinhos com apoio, imita sons e pode falar dissílabos. As meninas ficam mais femininas e elegantes. Interessa-se por fotos, desenhos e figuras.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 71 cm e 9,3 kg
    Meninas: 70 cm e 9,1 kg

    11 meses – Ele suporta bem ficar períodos sozinho e brinca com outras crianças. Caminha com apoio, passa da posição de pé para sentado e desloca-se segurando em móveis. Vira páginas de um livro, segura copos e chama adultos e crianças para brincar. Move-se com agilidade, sobe e desce de móveis e escadas. Já abre gavetas e começa a ter noção do que é proibido e permitido.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 73 cm e 9,6 kg
    Meninas: 72 cm e 9,4 kg

    12 meses – Tem interesse pelas cores e coopera para se vestir. Entrega um brinquedo quando pedem e sua linguagem fica mais apurada. Dá uns passinhos, porém prefere engatinhar para explorar o mundo. Já pode fazer alimentação variada com a família, mas gosta de comer com as próprias mãos. Define gostos e aversões, pode ter menos apetite e lembra onde estão guardados seus brinquedos.
    Estatura e peso médios:
    Meninos: 75 cm e 10,1 kg
    Meninas: 74 cm e 9,8 kg

     

    Diferença entre o leite materno e o leite adaptado (leite em pó):

    O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o bebe necessita para ser saudável. Além de conter determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebe de certas doenças e infecções.


     

    Leite Materno

    Leite Animal

    Leite Artificial

    Proteínas

    Quantidade adequada
    e fácil de digerir

    Excesso, difícil
    de digerir

    Parcialmente
    modificado

    Lipídeos

    Suficiente em ácidos graxos essenciais,
    lípase para digestão

    Deficiente em ácidos graxos essenciais,
    não apresenta lípase

    Deficiente em ácidos
    graxos essenciais,
    não apresenta lípase

    Vitaminas

    Suficiente

    Deficiente de A e C

    Vitaminas adicionadas

    Minerais

    Quantidade adequada

    Excesso

    Parcialmente correto

    Ferro

    Pouca quantidade,
    boa absorção

    Pouca quantidade, má absorção

    Adicionado, má
    absorção

    Água

    Suficiente

    Precisa de mais

    Pode precisar
    de mais

    Propriedades
    anti-infecciosas

    Presente Ausente Ausente

    Fatores de
    Crescimento

    Presente Ausente Ausente

     

    Oferecimento precoce do alimento artificial

    Quando há oferecimento antecipado do alimento artificial o bebê não se esforça em chupar o seio, faltando assim o melhor estímulo para a secreção da glândula mamárias que, uma vez funcionando, durará certamente uns 6 meses. A alimentação artificial precoce, na primeira semana de vida, está sendo acusada de ser a causa de tantas manifestações alérgicas que apresentam os bebês atualmente.

     

    Vantagens da amamentação:

    O ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes.
    Amamentar tem vantagens também para a mãe:
    A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa
    Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar
    A amamentação protege da osteoporose;
    A amamentação exclusiva protege da anemia (deficiência de ferro).
    A amamentação é mais econômica para a família.

     

    Os lactentes que se alimentam com leite de vaca encontram-se mais expostos a:

    · Desidratações, já que necessitam utilizar mais água de seu corpo para formar urina do que os que se alimentam de leite materno.

    · Apresentar baixos níveis de cálcio já que o excesso de fósforo do leite de vaca dificulta a absorção de cálcio.

    · Diarréias, já que o tipo de flora intestinal que se forma quando se alimentam com leite de vaca não os protege tanto quanto a flora formada com o leite materno.

    · A sofrer de anemia, já que o ferro do leite de vaca não é absorvido de forma tão eficiente quanto o leite materno. Além disto, o leite de vaca produz micro hemorragias intestinais nos lactentes, o que também pode favorecer a aparição de anemia.

     

    Risco de diarréia segundo o tipo de alimentação em crianças de 0 a 2 meses

     

    Risco de morte por pneumonia entre 8 dias e 12 meses segundo o tipo de alimentação.

     

    Incidência de doenças respiratórias durante o 1º ano de vida segundo o tipo de alimentação.

     

    Diga SIM à amamentação:

    Não apenas as mamães, mas todas as pessoas envolvidas com o bebê devem ter consciência da importância da amamentação para incentivar e ajudar a criar um ambiente favorável ao aleitamento.

    Segundo uma estimativa do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida e continuassem a mamar até os dois anos de idade, quase um milhão e 300 mil crianças poderiam ser salvas todos os anos, e outros milhares de meninos e meninas cresceriam muito mais saudáveis em todo o mundo. Isso mostra o quanto o leite materno é importante para a criança. Ele é o único alimento que a criança precisa até o sexto mês de vida.

    O maior motivo das mães não amamentarem seus bebês não é a falta de vontade e sim a indisponibilidade e a falta de informação. As mulheres não são orientadas sobre como viabilizar a amamentação e não conhecem os seus direitos, por isso param de amamentar quando voltam a trabalhar, diz a médica.

    Graças a diversas campanhas e programas de incentivo ao aleitamento o número de crianças amamentadas vem crescendo e o resultado disso será uma redução nos casos de mortalidade infantil.

     

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